« Home | A (re)ver » | No ar dentro de dias... » | 08-01-2010 » | o deputado Carlos Peixoto » | Para a semana, no Porto » | Prioridades » | It's Sweden, baby! » | o casamento, o Bloco e o PS » | Levar a causa à província » | agenda para o fim de semana »
A respeito da edição de ontem do programa Linha da Frente e das palavras do Sérgio Vitorino sobre uma postura snob dentro do meio LGBT que acabou por afectar a Teresa e a Helena, volto a dizer que concordo com ele. Mas há que distinguir diferentes níveis de "snobismo" (esta palavra soa mal que se farta):
1. Há o sentimento de superioridade em relação ao outro por causa de coisas como o sotaque, a forma de andar, a aparência física, a roupa, o grau de instrução e etc. Isto é verdade para hetero e homossexuais, com a agravante de, para os últimos, poder ser mais uma chaga quando já se está ferido pelo medo, discriminação e preconceito.
2. Depois há pessoas que interiorizam o estereótipo ao ponto de fazerem dele uma auto-imagem voluntariamente projectada: o gay é alguém com estilo, requinte e bom gosto; é urbano, artístico e bem formado. Isto faz parte da imagem que muitos Portugueses têm de um homossexual e é também parte do próprio imaginário dentro da comunidade. Não quer dizer que não haja pessoas que sejam de facto cultos e cosmopolitas e que não tenham mérito nisso e no que fazem, mas há também aqueles que querem ser assim porque acham que é isso o que significa ser homossexual. E, por consequência, são esses os primeiros a apontar o dedo aos que, dentro do meio LGBT, não correspondem a esse padrão "popular": os provincianos, as sapatonas, os incultos, etc. Por vezes até como forma de rejeitarem aquilo que já foram ou não querem ser.
Quanto à falta de apoio associativo, também eu fiquei embasbacado com o que ouvi, mas não sei até que ponto as organizações LGBT portuguesas têm capacidade para fazerem mais do que "dar o peixe em vez de ensinar a pescar". Afinal, é conhecida a fragilidade da sociedade civil e do quão difícil é mobilizá-la, deficiências que se tornam gritantes quando estamos a falar de associações de uma minoria sexual ainda tão escondida.
1. Há o sentimento de superioridade em relação ao outro por causa de coisas como o sotaque, a forma de andar, a aparência física, a roupa, o grau de instrução e etc. Isto é verdade para hetero e homossexuais, com a agravante de, para os últimos, poder ser mais uma chaga quando já se está ferido pelo medo, discriminação e preconceito.
2. Depois há pessoas que interiorizam o estereótipo ao ponto de fazerem dele uma auto-imagem voluntariamente projectada: o gay é alguém com estilo, requinte e bom gosto; é urbano, artístico e bem formado. Isto faz parte da imagem que muitos Portugueses têm de um homossexual e é também parte do próprio imaginário dentro da comunidade. Não quer dizer que não haja pessoas que sejam de facto cultos e cosmopolitas e que não tenham mérito nisso e no que fazem, mas há também aqueles que querem ser assim porque acham que é isso o que significa ser homossexual. E, por consequência, são esses os primeiros a apontar o dedo aos que, dentro do meio LGBT, não correspondem a esse padrão "popular": os provincianos, as sapatonas, os incultos, etc. Por vezes até como forma de rejeitarem aquilo que já foram ou não querem ser.
Quanto à falta de apoio associativo, também eu fiquei embasbacado com o que ouvi, mas não sei até que ponto as organizações LGBT portuguesas têm capacidade para fazerem mais do que "dar o peixe em vez de ensinar a pescar". Afinal, é conhecida a fragilidade da sociedade civil e do quão difícil é mobilizá-la, deficiências que se tornam gritantes quando estamos a falar de associações de uma minoria sexual ainda tão escondida.
Labels: devaneios LGBT




Realmente...não tenho mais nada a acrescentar. Está tudo dito!
De facto, as associações, com os objectivos, âmbito e estrutura que actualmente possuem, não poderão fazer muito mais.
A questão é se crescendo a visibilidade não crescerá também a quantidade de pessoas que vão se encontrar na situação referida.
Se essa é quase uma certeza, apesar de todos os condicionalismo que referes, não será de começar a preparar a rede de apoio social que será então premente?
É de começar, sim, mas tem que ser pensado o modelo de ajuda de modo a que possa ser sustentável - para os que precisam e para as associações.
Serviço de apoio jurídico já a ILGA tem ou, pelo menos, entra em contacto com empresas acusadas de discriminação para com funcionários seus (e com sucesso, pelo que sei).
Apoio alimentar ou na procura de trabalho acho que pouco ou nada há, pelo que pode ser um ponto de partida.
Convém falar com as associações antes, por forma a não se estar a passar por cima de estruturas já montadas e que podem ser úteis.
Thank you very much for this article!
For a long time I have done exactly what you warn against. This article was a slap in the face - but a needed one.
That being said, what is the value of an intuitive explanation? Is it to give a lay person an "ah-ha" moment? Is it good to have SOME understanding, even if it is "vague and mush?"
nike air max
air max nike
cheap nike air max
air max 2009
air max shoes
air max 90